O que faço

Desde criança, nunca me vi parado. Sempre fazendo alguma coisa, movendo-me física ou mentalmente. Essa inquietude levou-me a aventurar-me em tantas áreas e a fazer muitas descobertas valiosas, ao menos para mim.

O que mais tenho feito profissionalmente é trabalhar com palavras, dar corpo a ideias, criar.

Formado em jornalismo, fui atuar com redação para rádio e tevê educativos, um projeto experimental do INPE. Ali trilhei o caminho desafiador margeado pela comunicação e educação. O uso da comunicação na educação?  A comunicação educativa?

Passei a trabalhar com comunicação rural, nos tempos da Emater/MG, viajando pelos interiores, conversando com gente da roça, ministrando treinamentos principalmente em Viçosa para extensionistas rurais.

O salto se deu com a ida para a Telebrás, precisamente para cuidar da comunicação no Centro de Treinamento, atualmente sede da Universidade Corporativa dos Correios.

Aulas na Católica de Brasília, quadros para os personagens do programa Carrossel – TV Brasília – letras para as músicas, matérias para o Correio Braziliense, uma agência de publicidade, a Start Comunicação, com sócios como o Victor Knapp, José Duarte, Iara Altafin, Carlos Campbell etc.

Assessoria de Imprensa da Emater-DF, Embrater – até ser extinta pelo Collor – Embrapa, SEBRAE/Nacional, Ministério da Agricultura e Asnab. Paralelamente a vínculos empregatícios, o fazer literário, a redação publicitária e comunicativa, a adequação de linguagem, redação, redação, criação, redação.

O fazer literário

Primeiro dia do CASEB, uma experiência inovadora de educação e estava lá. A professora de português – Lina Del Peloso – olhou para mim, sentado à primeira fila, e perguntou: “Você escreve?”  Eu, indignado e supondo que ela duvidasse que eu fosse alfabetizado, respondi que sim.  Ela então disse que achou mesmo que eu tinha cara de poeta.  Acabei sendo poeta mesmo antes de escrever qualquer poesia.

Clemente Luz, idos de 60, antiga quadra 31 da Fundação da Casa Popular – hoje 711 Sul – meteu-se a ser distribuidor de jornais.  Distribuía o Jornal do Brasil. Naqueles primeiros meses do ano a chuva não deu trégua.  Ele, então, distribuía os jornais encalhados pelas casas vizinhas.   Foi aí que conheci o SDJB – Suplemento Dominical do Jornal do Brasil, que saía aos sábados.  Ali o contato com contos de Maura Lopes Cançado, Clarice Lispector, Nélida Pigñon, Drummond, Manoel Bandeira e tantos outros. Foi ali que conheci o conto, a poesia.

Havia uma publicação chamada Sua Revista Madame, que passou a ser apenas Sua Revista, depois uma chamada Imagens na Tevê, nas quais passei a escrever, publicar poesias e contos, muito intuitivamente. Depois, uma coluna de humor, o título horrível de cá entre nós, a figura da letra “k” ladeado por dois nós de uma grossa corda.

Meu fazer literário bebeu na fonte do francês, quando ingressei na Aliança Francesa de Brasília, também indo no primeiro dia de aula, prédio ainda em construção.  Foram alguns anos que me colocaram no mundo de tantos autores franceses, de romancistas a poetas de vanguarda, como o Jacques Prévert.

Escrever para televisão educativa e depois para agricultores serviram para que eu escrevesse simples, sem ser simplório, acho.

E venho escrevendo nessas décadas, livros infantis, juvenis, poesias, contos, humor, teatro, crônicas, literatura de cordel, roteiros. São afazeres literários que me desafiam, que me fazem tentar literariamente com o mundo ou libertar de tantos fantasmas que moram em mim.

 

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4 Respostas para “O que faço

  1. Guido amigo

    Fico muito orgulhosa de ser sua amiga. Sempre tive muita admiração e respeito por seu trabalho e sua forma de ser. Acho que seu blog está ótimo e será muito útil para quem deseja boa literatura e bom humor.
    Muita sorte! Léa

  2. Uai, sô, enquanto muita gente está pendurando a chuteira ao chegar aos 60, olha aí o Guidoinovando, entrando nas ondas do futuro, que bacana. Parabéns, amigo, e que o seu blog tenha muito sucesso. Eu já estou na onda contigo, como sempre. Abs. Wílon

    • Amigo Wílon:
      Saiba que uma das crônicas que publiquei foi justamente a que saiu em seu jornal Satélite.
      Claro, voltarei a contrinuir assim que for convocado.
      Abraços e obrigado pela visita ao site.

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