A evidente clarividência dos animais

A evidente clarividência dos animais

Existiria clarividência em animais? Alguns acreditam nisso e dão exemplos. Um deles é o especialista no assunto, o veterinário Michael Fox. Afirma ele que os animais demonstram ter a capacidade de detectar eventos e acontecimentos a distâncias consideráveis. Um dos casos relatados pelo doutor Fox é o do cão que ficou em casa enquanto seu dono estava internado em um hospital. Em uma determinada manhã, por volta das 10 horas, de repente o cão passou a uivar, como um triste lamento. Às 11 ligaram do hospital avisando que o homem havia falecido há pouco.

Mike Fry, um radialista, tornou conhecida a história de manadas de elefantes que percorreram cerca de 20 quilômetros para prestarem uma espécie de homenagem a Lawerence Anthony, criador de uma reserva para proteção de animais, na África. Anthony faleceu aos 61 anos e dois dias depois, inexplicavelmente, vários rebanhos de elefantes selvagens chegaram à sua propriedade, onde não iam há mais de dois anos. E lá permaneceram por dois dias, antes de retornarem.

A clarividência em animais é um assunto tão sério que a Sociedade Gnóstica Internacional, em 2012, publicou artigo focando os poderes psíquicos dos animais. Até mesmo no tocante a palpites lotéricos os animais vêm demonstrando clarividência  apresentando acertos animadores. Já postei aqui, há algum tempo, um texto no qual eu tecia considerações sobre a súbita notoriedade alcançada pelo polvo Paul, quando da Copa do Mundo de futebol, em 2010, na Alemanha. Não é que o polvo, quando demandado para tal feito, o time que venceria a partida, com 100% de acertos? Animado com tal feito, nas próximas eleições, vou pedir o polvo emprestado para me indicar em que candidatos votar. Quem sabe o polvo ajuda a melhorar a vida do povo…

Trago à baila agora um exemplo doméstico do uso da clarividência animal aplicada ao ambiente dos jogos Muitos anos antes de se falar em polvo Paul, a minha saudosa mãe já lançava mão do nosso papagaio buscando ganhar algum dinheiro na loteria. Ela escrevia números em pequenos pedaços de papéis e os dobrava uniformemente. Após isso, ela espalhava esses papéis dobrados sobre o forro da mesa e nosso papagaio ia bicando os escolhidos. Era assim que ela preenchia seus volantes de loteria. Como nunca ganhou nada, conclui que o nosso papagaio era de baixa ou nenhuma clarividência ou não entendia bem a letra trêmula de minha mãe.

É inquestionável a capacidade de prever e pressentir dos animais. O fato é que, desde a antiga Grécia, já era reconhecida e usada a capacidade dos cães de perceberem, antes de ocorrerem, fenômenos como tempestades e terremotos. Até mesmo a hora do parto humano – há inúmeros relatos quanto a isso – o pressentimento canino é certeiro. Alerto que, no caso dos suínos, o propalado espírito de porco não obteve, até o momento, nenhuma respaldo científico.

Sempre considerei e respeitei o fenômeno do pressentimento, tanto em humanos como em animais. Várias vezes me saí bem de determinadas situações perigosas ou constrangedoras graças a meu pressentimento. Falando em pressentimento, de repente senti um desejo forte de voltar a ouvir a música Pressentimento, de Paulinho da Viola e Elton Modeiros. Como gosto dessa música, sô! Aqui em uma interpretação da Roberta Sá: https://www.youtube.com/watch?v=zZfUkVygP9k

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4 Respostas para “A evidente clarividência dos animais

    • Delícia para mim é a visita ao blog e comentários como os de você e da Mary Lou. Isso anima a continuar a postar, sem falhas, meus textos domingueiros.
      Obrigado pela visita.

  1. Quando morava em Tóquio, terra de muitos tremores de terra, descobri que eu sentia a chegada de um terremoto décimos de segundos antes que ele começasse. Isso ocorreu tantas vezes comigo, que passei a achar que a minha sensibilidade para terremotos fosse um dom especial! Qual nada, apenas que quando deitada principalmente, ou sentada, a gente (pelo menos eu!) tem a sensação de que a terra vai começar a tremer antes que ela realmente inicie o movimento sísmico. Ou seria apenas um estado permanente de alerta causado pelo medo? Pelo sim pelo não, sempre saía correndo para apagar os focos de fogo que houvesse em casa, ligava a TV para informações, abria a porta de casa que poderia ficar empenada e me preparava para me proteger debaixo da mesa ou de algum móvel mais sólido. Tudo isso num piscar de olhos! E, claro, tendo anunciado alto e bom som: Jisshin! (terremoto em japonês) para quem quisesse ouvir… Bem, nunca passei por um terremoto dos grandes, apenas por pequenos ou médios, ainda bem. O problema é que não existe ainda previsão científica de que vá ocorrer um terremoto, por isso, ele nos pega de surpresa. Não só a nós, pobres mortais, mas também aos sismólogos e cientistas. Existem porém superstições envolvendo um peixe, o namazu (bagre ou peixe-gato), que quando está muito agitado prenuncia um terremoto. Alguns cientistas tentam mesmo usar esses peixes para comprovar que a lenda é verdadeira. Que eu saiba, ainda nada!!! Será que eu tenho algum parentesco primordial com um bagre?
    ML

    • Olha só, quem diria,.. Os bagres são também sensitivos. Acho que alguns, como você, têm um dom nato de pressentir algo em determinadas situações. Obrigadão pelo comentário enriquecedor e pela visita. Valeu!

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